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Poesia: A minha história com a poesia.

 

Agora que vocês puderam conferir um pouco sobre a poesia e sobre alguns poetas e poetisas que me inspiram, hoje eu gostaria de dar mais profundidade ao tema, contando um pouco da minha história com essa forma de arte tão rica e tão cheia de verdades, que sim podemos dizer que a poesia, é a própria arte.

Lembrando que este relato pessoal não é para autopromoção apenas, também serve para inspirar a você leitor, que de alguma forma deseja desenvolver alguma forma de arte (que não necessariamente tem de ser poesia, mas qualquer outra forma de expressão artística).

As fábulas de La Fontaine.

Foi durante meu período no Ensino fundamental, que eu tive contato com literatura através das aulas na “Sala de Leitura”, lá haviam diversos livros de romance, ficção, até mesmo de poesia, porém meus olhos se atentaram ao livro “As Fábulas de La Fontaine”, o nome do escritor e poeta Jean de La Fontaine me soou interessante e lá estava eu com 10 anos, imerso em suas fábulas famosas como: “A lebre e a tartaruga”, “A águia e a coruja”, entre outras. Porém, eu não parei por aí: também comecei a ir a fundo em busca de mais da arte deste escritor e descobri a sua rica poesia. “Solidão que me dás” é uma das minhas favoritas.  

Também aos 10 anos, eu comecei a ouvir música, é neste período de pré-adolescência onde geralmente, nós começamos a nos definir como pessoas e o estilo de música que eu comecei a ouvir, não só ajudou neste processo de definição pessoal, como começou a me moldar no artista que eu viria a ser. Foi numa festa de aniversário que eu ouvi a coletânea “The Greatest Hits” da cantora norte-americana Whitney Houston, e a partir daí, comecei a procurar meios de conseguir entender o que ela estava cantando.

Por essa obsessão musical eu desenvolvi 3 paixões: o canto (que eu fui desenvolvendo através do mimetismo), o estudo de idiomas (pois, eu queria entender o que Whitney e depois outros artistas e bandas, cantavam) e a principal de todas, a escrita poética (que na verdade queria que os meus poemas fossem as minhas letras de música).

Diego and the Diamonds—esse era o nome da minha banda.

Uma antiga amiga dos tempos de igreja, me apelidou de “o menino do Diamante Negro”, era e ainda é, o meu chocolate favorito. Daí peguei o nome diamante como um nome artístico e passei a criar turnês imaginárias no meu quarto onde eu era Diego The Diamond e a banda The Diamonds, e cantava as músicas de artistas do R&B/Soul que eu já curtia como Aretha Franklin, Chaka Khan, TLC, Billie Holiday, Nina Simone, entre outras e sempre estudando as letras de suas canções e criando mentalmente as minhas letras.

Aos 12, eu iniciaria o "relacionamento amoroso mais duradouro da minha vida": Madonna. A partir deste relacionamento, nasceriam de fato, os meus primeiros poemas—além de outras inspirações de vida.

Madonna entrou em minha vida por influência da minha prima que gostava do estilo transgressor da cantora e de forma mais enraizada, por influência da minha mãe que durante a juventude era uma fã inveterada dos primeiros anos da cantora. 

Um dia, falarei sobre a minha relação mais aprofundada com a Madonna, porém o que eu quero frisar nesta relação com ela, é que isso me abriria a porta para um vasto universo musical e um dos artistas que eu conheci através dela foi o camaleônico: David Bowie (que me introduziu ao rock e a outros artistas e bandas). 

Ser admirador de David e amante de Madonna, me influenciou no aspecto de me reinventar, de trazer um conceito novo a minha arte, as minhas letras, a identidade visual e aliado já com a leitura de Fernando Pessoa, comecei ali a criar personagens e a contar a história deles através da minha poesia.

“Eu procurei você”.

Esse é o título do meu primeiro poema (que escrevi quando eu tinha 14 anos), influenciado por um estranho mix de música sacra da igreja que eu frequentava, ópera e Madonna. A letra falava da procura de um amor que não estava presente, aquela situação onde queremos estar com tal pessoa e a procuramos mesmo nos braços de outras pessoas, nos olhares diferentes daquele. Eu gostava muito de cantarolar suas letras, mesmo que fosse uma melodia irregular—na época eu achava que eu seria um novo astro da música.

Depois deste poema eu compus “Amor impossível” (que, ironicamente, se tornou um dos temas recorrentes da minha poesia), uma “letra de música”, chamada “Mística” (Que depois eu a ofereci para uma ex-colega do ensino médio), entre outras coisas.

Diego Diamond: o início da jornada.

Em 2005, aos 15 anos, eu comecei a escrever de forma efetiva as minhas “letras de música” em cadernos dados pela escola pública. Nesta primeira fase da minha poesia, eu criava letras em inglês (que não era muito desenvolvido na época) e algumas poucas em português. O nome do meu primeiro caderno era: “The Diamond Dream”. O escrevi por completo, entre os meses de setembro e começo de janeiro do ano de 2006. Em fevereiro eu continuei mais ou menos na mesma linha com o caderno: “My Lyrics”, que já começou a trazer um pouco do conceito de personagens—ainda que de forma bem arcaica e simples—as poesias ainda mesclavam o meu “inglês”, porém as letras em português, foram ganhando mais espaço.

Foi com o caderno: “My Last Words”, que eu comecei a escrever mais em português e comecei a deixar o inglês de lado, e foi ali que eu comecei a me perceber mais como poeta e não como um “astro do pop”. Meus cadernos depois deste, seguiram absorvendo os aprendizados da minha escola na época.

Depois da fase escolar da minha poesia, a vida adulta começou em 2008 com o caderno “Os Visitantes”, ali eu já havia abandonado um pouco aquela característica mais inocente da minha poesia, e comecei a tentar escrever de forma mais madura e ali também, abandonei o meu lado “inglês” e comecei a usar mais o Diego Diamante, assumindo de vez o português e a brasilidade em meus poemas.

Em todos os momentos durante essa luta constante para o controle da minha depressão, eu sempre encontrei na escrita poética a minha melhor forma de terapia e o meu melhor medicamento. Colocava tudo o que eu sentia de forma que se alguém pudesse ler, não enxergasse apenas um poeta falando sobre seus assuntos e dores íntimas, mas sim, um poema que também pudesse se encaixar com qualquer momento que fosse da vida do meu leitor.

Hoje, ainda estou desenvolvendo essa arte, me aprimorando e me reinventando a cada nova inspiração ou evento que rege a minha vida. Estou atualmente, com 9 livros lançados (confira aqui) e com um espaço também onde as pessoas podem ler e se emocionar com que eu escrevo: o Instagram “O Mundo dos Diamantes” (clique aqui).

Assim eu te convido, caso você tenha caído neste artigo por acidente, a conhecer o meu trabalho com a poesia e entender o meu fascínio que é trabalhar com esta forma de escrita.

A poesia vive.

Como você pôde ler, a minha história com a poesia é muito longa para um simples post. O importante aqui, foi te trazer um conteúdo de inspiração e revisitar alguns fatos da minha própria história, afim de trazer um pouco do que e quem eu sou.

Seja qual for a forma de arte que você exerça ou esteja exercendo, se orgulhe da sua própria trajetória, dos seus erros e seus acertos—não só com a arte, mas com a vida em geral—pois são essas experiências que moldarão você em todo este maravilhoso percurso que é viver.

A poesia vive em cada respiração, em cada inspiração e em cada emoção intensa ou superficial. É a chave para destrancar a porta de um vasto e mágico, onde o sentir é exercitado ao máximo.

E é a poesia que move, "A arte da vida", que sempre trará conteúdos inspiradores para você!

Até mais!

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