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Depressão: "O fim pode ser um recomeço".

 

“Achavam que eu estava no fim. E realmente estive próxima do fim.”—Britney Spears (cantora norte-americana).

Hoje trago a vocês o motivo de toda a minha transformação e transmutação: a depressão.

Conhecida como o mal do século, a depressão, tem sido a causa de inúmeros casos de suicídio e de outros transtornos de saúde mental, e durante esta fase da pandemia do covid-19 estimasse de que
40% dos brasileiros, já desenvolveram  algum tipo de tristeza profunda e/ou depressão, segundo estudo realizado pela parceria da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).

Ela apresenta como sintomas: a sensação de vazio, sentimentos de culpa e irritabilidade, desesperança, pessimismo, diminuição da energia, dificuldade em tomar decisões, fadiga, lentidão, entre outros.
Nessa pandemia, o isolamento social e a constante chuva de informação (e desinformação também), foram outros fatores que aumentaram os casos diagnosticados. E é sempre bom lembrar que: “A depressão não é frescura”.

Eu me trato de depressão desde que fui diagnosticado com a doença em 2016, mas somente em 2019, eu venho experienciando uma grande melhoria em meu quadro. No meu caso, venho tendo tratamento através da psicologia (em breve com psiquiatra), venho desenvolvendo hábitos alimentares melhores e iniciei novos projetos—como este blog— e novas experiências espirituais (falarei mais sobre em breve).

Como eu cheguei ao “fim”? (e alguns conselhos sobre como você também pode  se reerguer).

Foi em julho de 2017, que eu vivi o pior evento da minha vida: O falecimento da minha mãe. O luto (e todos os seus 5 estágios), foi algo que me jogou em muitos momentos onde eu realmente, não tinha vontade nem de levantar da cama e não via sentido nenhum para continuar vivendo.
Em fevereiro de 2019, eu (que nessa época não estava tendo nenhum tratamento), tentei me suicidar, pois eu achava que aquele era o fim de tudo e que não havia mais oportunidades de me reerguer e de ser bem sucedido. Felizmente, eu tive e aceitei ajuda de grandes amigos, que me colocaram em contato com tratamento psicológico e a minha própria arte—a poesia— fizeram com que eu me reerguesse deste “fundo do poço”.

Diante da minha própria experiência, gostaria de dividir com você alguns conselhos de como você pode encontrar ânimo, força e até alegria, mesmo em meio a uma crise que a doença causa. (Lembrando que estes conselhos são sobre a minha perspectiva, para aconselhamento profissional, PROCURE PROFISSIONAIS ESPECIALIZADOS DA ÁREA DA SAÚDE)

Aceite ajuda.

Em um mundo cada vez mais frio, ter família e amigos que se importam com você, é uma dádiva. Não tenha vergonha e nem orgulho de aceitar ajuda externa, você é merecedora, merecedor de todo e qualquer auxílio que se dispõem a dar para você.

  Respeite seus processos. 


Uma das coisas que mais me ajudou (e tem me ajudado), foi respeitar os meus momentos de crise, me permitindo ficar em silêncio e off-line de redes sociais e afins. Meu pensamento era de que eu “Não estou bem e não ficarei fingindo estar bem”. Tenha o seu momento e respeite isso também, foi uma lição que eu aprendi tardiamente, mas que me ajudou muito a passar por estes dias onde tudo parece ter acabado.

 Negatividade em excesso e Positividade tóxica: evite-as!

Alinhado com o conselho anterior, tente ao máximo evitar fuçar redes sociais, pois acredito que elas não ajudam, muito pelo contrário: Você meio que se sente compelido a mostrar aquela “vibe” para as pessoas que te seguem. Lembre-se: Não somos obrigados a estarmos bem o tempo inteiro, sorrisos forçados doem (e como doem) e todo o excesso, esconde uma carência. Fazer postagens de conteúdos negativos também não faz bem. Ao invés disso, procure algum outro tipo de estimulo.

No meu caso, costumo ver vídeos no YouTube onde o bom humor ou a espiritualidade são a minha válvula de escape, e também tenho momentos pessoais onde realizo práticas de meditação e também costumo a usar a minha poesia de forma terapêutica, tirando de mim todo o excesso destes sentimentos negativos e de auto cobrança.

  Praticar exercícios: O melhor clichê que existe!

Tudo bem que eu ainda não sou um exemplo na prática de exercícios físicos (risos), mas realmente ajudam, eu já “saí” de muitas crises de depressão e transtornos de ansiedade, através da dança. Uma simples caminhada, um circuito pesado de crossfit, a respiração e as posições reflexivas da yoga, enfim as opções são variadas!

  Alimentação: Um santo remédio!

Um outro clichê que amamos é o da alimentação, realmente a mudança para uma dieta com menos alimentos processados e com muitas substâncias químicas que causam doenças a longo prazo, faz a diferença também na saúde mental. Mas é sempre bom lembrar que toda a dieta deve ser indicada por um profissional da área de nutrição e mais: Não entre na neura do corpo perfeito, priorize antes o seu bem estar e hidrate-se!

  O maior conselho que eu poderia dar a alguém com depressão é: Procure ajuda profissional.

O que realmente fez diferença na minha vida foi ter acompanhamento terapêutico, procure ajuda de um médico especializado em tratamento de saúde mental. Há diversas formas de se tratar e até controlar a depressão, mas para isso acontecer o principal passo a ser dado é o de procurar ajuda e aceitar as recomendações que estes profissionais fazem, que sem dúvida, melhoram e muito a qualidade de vida e o bem-estar.

Conselho extra: Acredite em você!

Sim, é outro clichê, mas você é a única pessoa responsável pelo seu cuidado pessoal. Dê o primeiro passo hoje, busque ajuda!

E a qualquer momento onde nada fizer sentido entre em contato com o Centro de Valorização da Vida—o CVV através do número 188 ou no site: cvv.org.br.

A depressão é um desafio, pode ser difícil, mas nunca deixe de ter esperança de que haverão dias melhores para nós todos!

Continuem acompanhando A arte da vida, para mais conteúdo informativo e inspirador, sorte sempre!

Comentários

  1. Exatamente, aprendi a conviver com essa doença, um dia de cada vez, um passo de cada vez! Obrigada pelo texto.

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  2. Um assunto que deveria ser falado mais vezes. E mais forma de ajuda. Texto lindo e bem explicado.

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