Reflexões sobre a vida.
Coisa engraçada é o tempo
Às vezes vivemos com tanta pressa
Às vezes temos tanta urgência
Às vezes nos apegamos aos nossos “ranços”
Sem de verdade mesmo,
Tentar sermos empáticos e apenas respeitar e até querer
bem o próximo.
Coisa engraçada é a vida
Passa como o sopro de um vento frio
Como as milhares de gotas que fluem o rio
Nos dando talvez a noção de que seguimos desenfreados,
Sem vivermos cada segundo com intensidade.
Coisa engraçada é viver
Temos tanto certeza que teremos o dia de amanhã
Mas basta um mudar de segundo, e tudo se transforma
Ou em alegria ou tristeza
Ou em nascimento ou em luto
Coisa engraçada é viver
Num tempo onde amar é tolice, onde se gosta e desgosta
numa velocidade frenética
E realmente não damos valor ao sentimento que nasce de
forma sincera
E só quando o perdemos o valorizamos.
Coisas engraçadas são estas minhas palavras,
Devaneios de
quem observa um mundo cada dia mais frio e prático
Que cobra de nós uma perfeição inexistente, seja
financeira, seja de beleza, seja de superação.
Tolice, basta um sopro e toda a nossa pose se desmancha.
Clichês de sempre
Mas clichês necessários
Viva sempre cada minuto como se fosse o último.
E não guarde mágoas ou rancores desnecessários
Perdoem mais, deem a si mesmos chances de viverem suas
vidas de forma alegre,
De forma leve e aproveitando cada segundo.
Coisa engraçada foi este texto.
Do nada escrevi me lembrando de todos os entes queridos
que se foram...
Num dia frio e desanimado, trago a reflexão ao palco
deste teatro chamado vida
Uma peça que é tão longa e as vezes tão breve.
Diego Rodrigues de Freitas, O Diamante, 02/11/2020.
“O mundo inteiro é um palco.”—William Shakespeare (Dramaturgo, poeta e ator inglês).
Foi através desta frase de Shakespeare, que eu criei o poema “Reflexões sobre a vida”, este poema me surgiu, quando estava refletindo sobre o dia de finados e de como a nossa vida é efêmera.
Todos nós, experimentaremos o luto de alguma forma, mas não só o luto de uma morte, mas também de algum processo que nós temos de encerrar, para que novas coisas possam vir. Porém hoje eu não quero falar de transformação, e sim quero trazer uma reflexão sobre uma das dores mais difíceis que o ser humano pode lidar: a dor do luto.
Ainda tentamos retardar o nosso envelhecimento, corremos contra o tempo sem nem pararmos para pensar o quanto deixamos de aprender em cada passo dado na jornada. Ficamos presos a tantos vícios e prazeres fugazes, que nos tornamos escravos deles, sem nem ao menos perceber. É uma das maiores ignorâncias do ser humano, o ignorar o chamado de si mesmo e pensar em uma ideia vaga de eternidade ou de imortalidade.
Passamos a vida temendo morrer e não podemos parar de temer a morte, entretanto viver uma vida vazia e sem nenhum sentido também não é uma forma de vivência plena do ato de viver. Então qual é o sentido de viver? Uma pergunta que ainda gera respostas curtas, complexas, filosóficas, etc., ao que parece ninguém sabe ao certo.
Na observação das diversas formas de arte, é aonde percebo a ideia de eternidade ser empregada da maneira certa, vejam só quantas obras de arte, livros, poesias, peças teatrais, filmes, novelas, quanto talento já marcou o nosso mundo que não para de girar e que ainda há tanto para se conhecer e se descobrir.
E é aí que eu te pergunto: Você já descobriu o seu talento? Você deseja marcar o mundo de alguma forma? O que você deseja deixar como legado quando a inevitabilidade da morte chegar a sua vida?
Este é o recado do termo: “Memento Mori”(do latim: lembre-se da morte), invista nos seus sonhos, invista em sua marca no mundo. Deixe de buscar uma juventude que já se foi e abrace a maturidade e os aprendizados.
A sua vida vale a pena, e foi feita para que você se inspire a todos nós com o que você guarda para si. Use o seu talento para trazer a este caótico mundo, um momento de respiração sublime, e saiba que você importa muito. Nunca deixe de acreditar em você!
Que coisa engraçada é o tempo, ensina tanto, nos muda e nos molda cada segundo que passa... você já não é a mesma pessoa que começou a ler este texto, tentando encontrar o sentido dele, não é?
O sentido é simples: Trazer este questionamento sobre a efemeridade da vida e o que isso pode nos inspirar a realizar no dia de hoje. Viva o seu momento de contemplação desta dádiva e lembre-se da morte, mas a partir desta lembrança, construa o seu legado, empregue a verdadeira ideia da eternidade.
Espero que tenha gostado da leitura deste post, em breve eu retornarei com mais posts reflexivos aqui no blog A arte da vida, sempre trazendo muita arte, magia e alegria para o seu dia a dia. Sigam o blog e compartilhem o seu conteúdo!
Sorte a todos!
Amei o texto! É uma bela reflexão sobre a efemeridade da vida.
ResponderExcluirMuito obrigado pela visita minha querida!
ExcluirCada vez mais fã. A vida em arte.
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