Indecisões sobre os caminhos que decidimos tomar sempre nos tomam, em momentos onde nós não sabemos o que podemos fazer depois de uma queda.
Quando eu iniciei o projeto “A arte da vida”, ele era muito mais do que um portfólio público, de textos autorais e de técnicas de redação que eu vinha aprendendo desde fevereiro, quando eu comecei a fazer as mudanças de rumos da minha vida.
Mas com o tempo, fui desanimando de escrever estes tipos de textos que eu vinha escrevendo aqui, e aos poucos, fui focando em poesia novamente, pois é a minha grande vocação e é a minha válvula de escape para as dores que eu enfrento em minha batalha diária por sobrevivência.
O intuito deste blog nunca foi ser palco para desabafos, mas hoje eu o faço: Existem dias que simplesmente você não está legal, e eu desde o final de julho, não tenho tido momentos legais.
Meu tio Marcelo, irmão da minha mãe, faleceu repentinamente e isso foi um choque para mim e está sendo até agora. Já estamos no final de outubro, já fazem 3 meses, mas mesmo assim eu sinto sua perda.
Eu não tenho tido vida social, não só por conta da pandemia, mas por outros fatores, os quais não vem ao caso expor aqui.
Meu blog seria uma exaltação a arte de viver e de produzir e trabalhar com arte, além de mostrar uma visão mais positiva do mundo, porém nem sempre estamos “good vibes only”, tenho dias difíceis, tenho dias que eu choro em silêncio para não atrapalhar minha tia e prima, que moram na casa de cima.
Não quero passar ao mundo uma imagem de pessoa frágil, já que eu sei que eu evoluí tanto desde a morte da minha mãe.
O choro não é só pelo luto, como também é pelos meus problemas pessoais, coisas íntimas sobre mim que só minha terapeuta conhece, por desavenças com pessoas que eu tinha amizade e por amar uma pessoa que nunca me amará da mesma forma e que agora também, não posso mais me aproximar dele.
Ah é, sim este blog pertence a uma pessoa gay, com sérios problemas de auto aceitação. Um gay que ainda tenta fazer parte de uma sociedade que o excluí, que tentou durante um tempo de sua vida ser evangélico, ser “um homem de família”, que abominava as coisas do mundo e todas aquelas coisas que nos são impostas como verdade.
Quando eu me vejo gostando deste homem maravilhoso que cruzou o meu caminho, me sinto envolto por uma culpa, por uma vergonha, por um sentimento de ser uma pessoa errada, e daí eu choro, em silêncio, pedindo perdão ao único Deus que eu conheci na igreja evangélica, por eu ser um pecador e um traidor, pois eu traí a amizade que este homem me ofereceu, com a minha paixão que eu super expus em poemas e livros de poesia.
Estou em busca de curar, de tratar as minhas desordens de saúde mental, estes últimos meses deste ano não estão sendo fáceis para mim, o que tem me salvo é: a amizade de pessoas que me leem, que me ouvem e que tentam me aconselhar a sempre seguir em frente, poesia, a minha terapia e a minha própria força de vontade, que não me deixa ficar preso numa cama.
E daí eu choro em silêncio, para não atrapalhar ninguém: nem minha tia e prima que moram comigo, nem meus amigos com projetos e sonhos que me deixam felizes, nem ao cara por quem eu me apaixonei e que está vivendo um dos momentos mais felizes da sua vida e principalmente a memória do meu tio e da minha mãe, que nunca gostariam de me ver assim.
O “A arte da vida” não está no fim. Estou fazendo uma pausa de forma oficial neste projeto, por um tempo.
Obrigado por lerem até aqui!

Isso também vai passar. Lembrei de uma amiga que disse que seria bom morrer de amor, mas a gente morre por falta de ar, alimento, acidentes, enfim, só nos resta fazermos boas escolhas enquanto respiramos. Mas, até parece que a gente manda nos nossos sentimentos e eles nos obedecem... Porém podemos ajustar nosso mindset. Aí vai sendo a força do hábito sendo ajustada até virar rotina.
ResponderExcluirNada como um passo de cada vez. Um novo amor, novos horizontes, novos sonhos. Tudo no seu devido tempo ;)