Hoje, eu gostaria de iniciar esta semana com uma reflexão
sobre a pandemia do vírus covid-19, que apesar de todas as tristezas,
desavenças, perdas e situações de desespero, também trouxe: reinvenções,
adaptações e renovações.
Este é um olhar mais esperançoso, pois o agradecimento por
cada dia de vida é constante.
Perdas.
O maior desafio com toda a certeza foram as perdas. Com o
comércio fechando por causa do lockdown, muitos comerciantes perderam seus
negócios, contribuindo para o desemprego em massa e situações de fome e
miséria.
Porém, não estou criticando posturas e políticas públicas
relacionadas a favor do lockdown, pois era uma coisa que devia—e ainda deve—ser
feito. O momento pede que possamos usar o nosso lado mais racional, porque
infelizmente, sem vida também não teremos economia.
A maior perda neste processo, sem dúvida, foram as milhares de vidas perdidas (acesse aqui para dados atualizados) em decorrente do alastramento da doença. De perto, vi filhos
perdendo pais, mães e até vidas mais jovens como a de um vizinho por volta dos
seus 40 anos.
O que torna até mesmo a premissa deste texto, um tanto difícil
para ser escrito, porém ainda desejo trazer um pouco de fé e de resultados bons
que eu venho acompanhando na vida de muitas pessoas—próximas ou não.
A vida reinventada: a adaptação constante.
Aos poucos, cada pessoa foi encontrando um caminho para a
renovação de seus próprios caminhos. A internet foi uma grande força motriz que
foi gerando novos começos de histórias que pareciam terminadas por causa da
pandemia, muitos começaram o seu próprio negócio e a gerar o sustento para a família;
muitos começaram a cuidar da saúde, iniciando a prática de exercícios físicos e
aprendendo receitas—sendo a maioria de alimentação mais saudável.
A fé e o entretenimento também contribuíram para essa
reinvenção da vida. Muitas pessoas se reencontraram ou descobriram os seus
próprios caminhos religiosos e espirituais; assim como muitos também tiveram
coragem e começaram o seu próprio canal no YouTube, TikTok, Kwai, etc.
Ou seja, iniciaram a descoberta da própria arte e
encontraram uma forma de não só, se ajudar em relação a saúde mental, como
também a monetizar seu conteúdo para continuar movendo a roda da fortuna das
suas vidas.
Incrementamos o nosso conhecimento, melhoramos o nosso currículo
com os cursos (muitos deles gratuitos inclusive) que também foram uma forma de aproveitar bemo tempo. Muitos retomaram o
hábito da leitura e assim fazendo com que uma nova geração de leitores venha surgindo.
E muitos também iniciaram alguma forma de tratamento e manutenção
da saúde mental. Seja com terapias de psicologia clínica, seja com terapias
ocupacionais, cada pessoa conseguiu se enxergar e rever o seu preconceito com as
desordens de saúde mental e de como elas nos afetam.
Como será daqui para frente?
A melhor resposta para esta pergunta é: ninguém sabe... O inconsciente individual, e até o coletivo
é uma caixinha de surpresas. Podemos amanhã já não realizarmos essas atividades
mais, ou não acharmos mais a mesma graça naqueles projetos que iniciamos.
Porém uma coisa é certa: muitos encontraram a sua própria
fonte de motivação, encontraram um novo sentido da vida e encontraram a sua
própria arte.
E o intuito deste texto, é te trazer um questionamento e uma
proposta: O que você criou de novo em sua vida? O que a pandemia te trouxe de
bom? Se você não encontrar a resposta logo, não se apresse reflita em seu
momento de meditação, de contemplação sobre a vida.
Que não percamos a nossa esperança de dias melhores, a nossa
fé e a nossa arte de nos reinventar em busca da nossa verdadeira essência.
Você é um fruto da arte da vida, se você gosta de textos
como este comente abaixo que em breve voltarei com mais uma destas reflexões. Até
mais!
De certa forma, trouxe mais esperança. Se a gente procura esperança, recebemos desafios que põe isso à prova. Esperamos grandes avanços nas pesquisas sobre a Covid-19, tratamentos e curas; novas maneiras de evoluirmos e soluções criativas. Mas principalmente esperança que as pessoas saiam mais fortalecidas e melhores depois de tantas perdas e dificuldades.
ResponderExcluirOlha, posso dizer que perder meu sogro foi uma dor terrível mas, durante a pandemia consegui tirar meu MBA do papel, sempre vinha adiando em prol de viagens e agora pude encontrar meu tempo que eu sempre busquei.
ResponderExcluirAprendi a trabalhar de casa e não me vejo mais em escritório tendo que aturar cara feia, mal humor, fofocas e tantas coisas mais. Creio que houve sim um avanço grande na tecnologia usada para a gestão da saúde. Muito bom texto, veio em boa hora.